O Ciclo da Indecisão - Resistência

As grandes ilusões ou desilusões surgem quando tentamos controlar os acontecimentos exteriores para nos sentirmos bem interiormente. Substituímos a realização pelo reconhecimento. Isso simplesmente não resulta.

Se criarmos resistência a essa verdade, e quando não conseguimos atingir o que pretendemos, sentimos frequentemente stress, opressão e ansiedade.
Quando criamos resistência a mudar o que tem de ser mudado, estamos conscientemente a excluir um futuro diferente. Voltamos frequentemente ao passado e vamos reagir da forma que é mais confortável.
Ao fazer previsões sobre um futuro conhecido, baseado em experiências passadas e nos centrarmos nesse pensamento, excluindo todos os outros, o corpo começará a mudar fisiologicamente para se preparar para o enfrentar.
O nosso corpo passa a viver esse futuro conhecido no momento presente. Em consequência, começa a ativação do sistema nervoso autónomo que liberta as substâncias químicas do stress.
As coisas que já não sentes vontade de fazer, as pessoas com quem tens de lidar e que te trazem emoções com as quais não queres lidar, aquilo que tanto gostavas mas que já deixaste de fazer, a ansiedade sobre o futuro, as relações que não te estão a trazer crescimento e a vontade cada vez maior de dar um grito bem alto e dizer “chega”, mas que não consegues fazer.

Tudo isto acontece porque estás a resistir. Resistes a uma decisão.
A vida é uma dança entre aquilo que desejamos mais e aquilo que tememos mais.
Para que lado estás a dançar? Para evitar aquilo que temes ou para alcançar aquilo que desejas?

As minhas resistências prolongadas levaram-me a uma crise. Perdi a capacidade de tomar decisões importantes, deixando-me levar por aquilo que era mais confortável. Aquilo que era mais confortável, revelou-se o mais prejudicial para mim e nesse momento tinha duas hipóteses. Continuava a resistir e quebrava, ou aceitava para conseguir mudar.
Olhei para os acontecimentos a que criava resistência e dividi-os em três áreas:

A área dos acontecimentos que não controlava nem influenciava.

A área dos que não controlava, mas que de certa forma poderia influenciar.

A área dos que conseguia controlar e dependiam unicamente de mim.

Essa objetividade levou-me a aceitar serenamente as coisas que não conseguia mudar, focando-me naquelas que dependiam de mim e que poderia influenciar.
Tudo ficou mais claro para mim. Estava a despender demasiada atenção na área dos acontecimentos que não controlava nem influenciava e esse era o meu grande foco de resistência.
Olha para as situações que te estão neste momento a incomodar e enquadra em cada uma delas na área correspondente. Vais ver que tudo fica mais objectivo e simples de resolver.

Se o fizeres, diminuis a resistência.

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