As Fases da Maturidade Emocional

Estamos numa fase da nossa vida em que as prioridades se inverteram. Esta é a fase da maturidade emocional!

O que antes foi uma referência, neste momento é algo banal. O que antes te impulsionava, agora mantém-te na estagnação. O que antes te fazia sentido, hoje é passado. O presente, é a fase da maturidade emocional!
O que tu não sabias, há uns anos atrás, tal como eu, é que esta é a altura do teu desenvolvimento pessoal. Esta é a altura do teu crescimento como um todo. É uma fase em que te vês como uma saudável prioridade, quando antes a encaravas como egoísmo. Esta, é a nossa altura, independentemente da idade.

Se olhares para trás na tua vida e te tentares dissociar da tua pessoa por uns momentos, certamente chegas à conclusão que se tivesses os recursos que tens hoje, terias agido de maneira diferente, não terias deixado que certos acontecimentos tivessem mais importância do que a que deviam ter tido.
O que ainda não descobriste é que, independentemente dos recursos que tens hoje, há padrões de pensamento inconscientes que ainda te acompanham. Esses padrões, em determinadas alturas, levam-te ao sequestro emocional.
É normal, pois esses padrões acompanham-nos desde sempre.

O que nos motiva - fugir da dor

Quando a tempestade se abateu sobre mim, pus a nu todas as minhas fragilidades, todos os meus padrões de pensamento e, o que antes julgava como fraqueza, hoje são as minhas maiores aliadas, as emoções.
Tudo o que via como um “estorvo”, interpreto agora como empatia. O que eu chamava de emotivo, chamo agora inteligência emocional. O que eu negava, agora aceito e aprendo, porque o que nós negamos, traz a melhor mensagem que podemos ter sobre nós próprios. É por isso que fugimos constantemente. Fugimos da dor!

Durante muito tempo lutei contra mim, queria ser de outra forma, não sabia como, mas sonhava em ser diferente e, quando pensava numa estratégia para mudar, a autojustificação levava a melhor “afinal, não é assim tão mau”. Só que essa justificação era momentânea, depois, vinha a frustração e passado uns dias a desilusão. O ciclo era sempre este.
A determinada altura, estas foram as minhas grandes aliadas, a frustração e desilusão, que antes me travavam, levaram-me a deixar quase vinte anos de carreira para trás e começar tudo de novo. A grande diferença é que não traziam a sua grande aliada, o seu grande alimento, o medo.
Quantas vezes já te sentiste frustrada ou desiludida?
Qual foi a tua primeira acção quando sentiste essas duas sensações, frustração ou desilusão?

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