A Importância da Abordagem

Para cada problema existe sempre mais do que um caminho, o que faz com que a questão não esteja no problema, mas na importância da abordagem.

Acredito que quando temos um vida demasiado confortável começamos a estagnar. O universo não para e sempre que paramos o nosso crescimento, ele coloca-nos um acontecimento que nos faz questionar os bloqueios que nos impomos a nós próprios e a superar as limitações, mudando o foco do problema para a importância da abordagem.

Por vezes surge em forma de um relacionamento perdido, ou um despedimento, ou a ausência de alguém que nos é querido. Por momentos, quando isso acontece, sentimos uma desorientação que nos paralisa, um vazio interior que parece não desaparecer, falta de foco, dificuldade em mudar a forma como nos sentimos.

O nosso cérebro é um instrumento com mais de dois milhões de anos, ele foi desenhado para garantir a nossa sobrevivência, não para nos fazer felizes. Por isso ele tem tanta necessidade de prever, recorrendo ao passado e a acontecimentos difíceis, para que eles não se repitam. Segundo um estudo feito, por cada pensamento positivo temos nove pensamentos negativos.

A importância da abordagem

Já reparaste que nos lembramos mais daquilo que não conseguimos alcançar, do que aquilo que já conquistámos? Lembramo-nos mais dos nossos falhanços do que dos nossos sucessos!

Se quisermos ser totalmente honestos connosco e olhar para o nosso passado, reparamos que foram mais os nossos sucessos do que os nossos falhanços. Para cada problema há sempre uma solução, e em alguns casos, essa solução é simplesmente chegar à conclusão que nada há a fazer.

Se abordássemos todos os nossos desafios como móveis do Ikea, tudo ficaria mais fácil. A questão nunca está no problema, mas na importância da abordagem que temos.

Quando compramos um móvel no Ikea, ao abrir a caixa, o que vemos? Certamente que vemos um móvel desmontado. O que fazemos? Queixamo-nos do Ikea porque o móvel vem desmontado? Não, claro que não. Pegamos na folha de instruções, na pequena chave que vem junto com o móvel, e começamos o processo de montagem.

A importância da abordagem

Para cada situação desafiante que tens na tua vida, existem sempre peças soltas, que à primeira vista parecem desconexas, que não encaixam. No entanto, ao olhamos bem para o manual e pegando na chave, temos a solução.

Por mais complexo que possa ser a montagem do móvel, tens sempre duas hipóteses: Dizeres a ti mesmo que não consegues porque nunca montaste nada daquilo e não tens jeito nenhum para estas coisas, ou pegares nos recursos que vêm com o móvel e começares o projecto de montagem.

O que é que estas duas abordagens dizem sobre a forma como encaras os desafios?

A forma de pensar que te trouxe até este ponto da tua vida, não será a mesma que te tirará daqui. É importante perceber que temos de mudar a nossa forma como pensamos se quisermos resultados diferentes.

Podemos não conseguir montar bem o móvel à primeira. Até podemos chegar ao fim do processo e perceber que as últimas peças não encaixam. Inclusivamente, podemos até nem gostar do móvel depois de montado. A acção que vamos tomar a seguir é sempre nossa. Vale mais um fracasso abençoado do que um sucesso miserável.

Falhar, ajuda-nos a perceber as pequenas nuances que precisamos de saber para fazer melhor da próxima vez. Tal como Edison quando, através de uma explosão, percebeu finalmente que a explosão, que todos viam como um fracasso, era afinal o princípio para a existência da lâmpada.

A nossa mente vai recolhendo informação ao longo dos anos, através de coisas que vemos, lemos, ouvimos e sentimos. Essa informação é armazenada no nosso subconsciente, para que mais tarde, quando necessário, ela surja novamente. A questão é que muitas dessas informações, apesar de estarem cá, parecem esquecidas. Acredita que não estão. Elas estão simplesmente à espera do estímulo certo para virem para a nossa consciência.

Se tivermos três pontos separados e os unirmos a todos com três linhas, o que eram apenas pontos desconexos, passam a ser um triângulo. A única coisa que fizemos, foi mudar a importância da abordagem e unir os pontos.

É isso que fazemos quando lemos um livro, quando assistimos a palestras, frequentamos workshops, fazemos um programa de desenvolvimento pessoal e espiritual. Estamos a criar ligações entre pontos, que aparentemente parecem desconexos.

É nesses momentos, quando ligamos os diversos pontos, que a nossa consciência se expande, novas soluções aparecem do nada, sentimos um força a ganhar vida dentro de nós, sentimos que nada muda, mas que tudo se tornou diferente para nós.

Estamos a criar ligações entre pontos, que aparentemente parecem desconexos.

Levamos nove meses a nascer, anos a aprender uma nova língua. Não podemos mudar tudo de um dia para o outro. Será que a nossa vida vale assim tão pouco para não percebermos que não pudemos tudo radicalmente de um dia para o outro sem consequências?

Cultiva a aceitação, a paciência, a flexibilidade e olha para a tua vida como uma longa maratona, em que vais ter de fazer ajustes ao longo do percurso. São os ajustes que fazes hoje que te vão determinar o sítio onde irás chegar daqui a algum tempo. Esses resultados surgem da importância da abordagem.

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