O Lado Emocional da Razão

Sou uma pessoa como tantas outras, tinha o meu emprego, a minha família, os meus sonhos e os meus medos, muitos. Sonho em ser feliz, lutei por tudo o que tenho e pelo bem de todos os que me rodeiam, sempre tentei ser um exemplo em todas as vertentes da minha vida.

 

Cedo me dediquei à minha profissão de que tanto gostava. Eu não trabalhava, divertia-me e, por isso,
considerava-me uma pessoa realizada profissionalmente.

 

Pertencia aos quadros superiores de uma cadeia hoteleira e, ao mesmo tempo, com a oportunidade de passar os meus conhecimentos aos jovens que, tal como eu quando iniciei a minha formação, estão ávidos de conhecimento.

 

A intensidade com que vivia todas as situações da sua vida levou-me a uma grave e profunda depressão, questionando em determinada altura até a minha própria vida. Foi apenas uma questão sem qualquer resposta, caso contrário não teria tido oportunidade de escrever esta história, rica em descrição de estados de alma de uma forma algo metafórica.

 

Tive de abrandar o meu ritmo, a bem da minha saúde e das pessoas que me rodeiam. Foram momentos muito difíceis, desafios que achava insuperáveis. A depressão é algo que chegou sem avisar, de uma forma avassaladora.

 

Tentei lutar durante algum tempo contra ela. A determinada altura, cheguei à conclusão que não se deve lutar, mas sim convidá-la, tratá-la bem e aprender com ela. Foi aí o momento de viragem. Procurei ajuda e comecei a interpretar as suas emoções como algo natural naquela altura e tudo começou a mudar lentamente, muito lentamente.

 

“No nosso percurso de vida, tudo começa e nada acaba. O que é bom é uma bênção, o que é mau uma lição”.

 

Fábio Costa