Verdades Não Questionadas

Verdades Não Questionadas

 

Sabes o que são verdades não questionadas?

 

As verdades não questionadas na nossa vida mantêm-nos parados numa zona de conforto que nos impede, muitas vezes, de fazer o que realmente queríamos e ter o que de facto merecemos.

 

 

As verdades não questionadas são crenças, que tanto podem criar ou destruir, que nos fortalece ou enfraquece, que nos dá ou tira o poder diariamente.

 

 

As tuas crenças têm-te potenciado ou travado?

 

 

Quando acontece algo na nossa vida, o cérebro faz duas questões chave:

 

1 – Isto irá trazer-me benefício ou prejuízo?

2 – O que devo fazer para evitar o prejuízo e alcançar o benefício?

 

 

As crenças têm uma função orientadora que nos transmite uma sensação de certeza relativamente aquilo que nos vai trazer dor ou prazer.

 

 

Elas apoiam-se em generalizações relativamente ao que aprendemos anteriormente com a nossa experiência de vida, ao que pode trazer dor e prazer. Essas generalizações dirigem as nossas acções e, com isso, o rumo e a qualidade das nossas vidas.

 

 

Generalizar dá-nos uma noção de certeza, que simplificam a nossa vida. No entanto, em áreas mais complexas da nossa vida, as generalizações poderão simplificar em excesso e criar crenças limitativas.

 

 

As crenças têm duas forças que as direcionam: Experiências passadas geram memórias futuras. Baseiam-se na interpretação de experiências que foram agradáveis e dolorosas através de generalizações.

 

 

1 – A grande maioria das pessoas não opta de forma consciente no que vai acreditar.

2 – As convicções baseiam-se em interpretações erradas de experiências passadas.

3 – Quando temos uma crença, perdemos a noção de que é apenas uma interpretação.

 

 

Quando aceitamos as nossas crenças, tornam-se ordens inquestionáveis para o sistema nervoso e têm o poder de expandir ou destruir as possibilidades do nosso presente e futuro.

 

 

Sempre que desenvolves uma crença, a tua atenção vai-se virar para a busca incessante de provas ou referências que validem essa crença. Quando essa busca é bem-sucedida e, normalmente é, uma crença pode-se tornar numa convicção.

 

 

A diferença entre ideia ou convicção tem a ver com o grau de certeza que sentimos relativamente ao que dizemos.

 

 

Se achas que és uma pessoa inteligente, bem-sucedida, então, vais começar a procurar provas ou referências que sustentem essa tua ideia e a transforme numa convicção.

 

 

Crença – Sou inteligente!

Referências – “Consigo perceber significados implícitos nos textos”; “Não tenho receio de dizer “não sei” para aprender”; “Consigo associar conceitos”; “Aquela pessoa, que é uma referência para mim disse-me que sou muito inteligente”; “Sou muito boa na minha área”.

Convicção – Tenho a certeza que sou inteligente, por isso sou amada, respeitada e aceite!

 

 

As referências que sustentam as crenças, fortalecedoras ou limitativa, são formadas por experiências pessoais a que atribuímos uma forte carga emocional, porque foram agradáveis ou dolorosas.

 

 

No entanto, até as nossas experiências pessoais, por mais sólidas que sejam, são distorcidas pela nossa perspetiva pessoal e, independentemente da origem das referências, começamos a aceitá-las como reais e deixamos de as questionar.

 

 

Com intensidade emocional suficiente e repetições constantes, o nosso sistema nervoso experimenta algo como real, mesmo que ainda não tenha ocorrido. Isto é o principio de alteração de crenças limitativas em fortalecedoras.

 

 

Princípios básicos de alteração de crenças do programa SER da Fullmind Coaching

 

1ª Fase

1 – Identificação da crença base

2 – Consciencialização emocional daquilo que já foi perdido

3 – Vícios emocionais passados, presentes e futuros relacionados com a crença

 

2ª Fase

1 – Ensaio do acontecimento esperado.

2 – Intensidade emocional que vai criar automaticamente referências vividas.

3 – Ordem incontestada ao sistema nervoso para produzir o resultado.

4 – Criação de noção de certeza.

 

 

Todas as nossas conquistas pessoais começam com uma mudança de crenças. Para isso basta criar uma dúvida.

 

 

A partir do momento em que começamos a questionar as nossas crenças, deixamos de as sentir como certezas absolutas. Se questionares algo o suficiente, acabarás por duvidar.

 

 

Divido as crenças em três tipos:

1Crenças nucleares que pelo grau de certeza e intensidade são convicções. Definem de certo modo a nossa personalidade.

2 Crenças secundárias que são ideias assentes em generalizações, com uma base ampla que nos transmitem certeza.

3Crenças superficiais que assentam em opiniões, com certeza relativa e apenas temporária.

 

 

Um dos fatores chave que condiciona os processos de decisão são as crenças. As crenças limitadoras que te impedem de sair da tua zona de conforto, que te distanciam do teu propósito, de uma vida com mais significado.

 

 

As crenças potenciadoras que te levam á acção, que te fazem seguir, lutar e realizar os teus sonhos, aquilo que verdadeiramente te faz crescer. Que te motivam todos os dias a fazer mais e melhor, pois acreditas que tens algo mais a fazer neste mundo do que te deixares moldar pelas circunstâncias.

 

 

Tens todas as capacidades para desenvolver convicções ainda mais fortalecedoras se abandonares coisas em relação ás quais tinhas a certeza no passado.

As novas experiências só proporcionam uma mudança se nos levarem a questionar as nossas crenças. Quando acreditamos em alguma coisa, deixamos de a questionar.

 

 

A dor daquilo que já perdeste é o melhor instrumento para alterar uma crença. Questiona com honestidade a total veracidade daquilo em que acreditas.

 

 

Fábio Alexandre Costa

 

Programa SER - Fullmind Coaching

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