Quando a Vida te Toca no Ombro

 

Há um momento em que tudo muda. Aquele momento em que a vida te toca no ombro e te diz “Acorda. Não é por aí!

 

Inicialmente não sabemos bem o que aquilo significa. Ficamos um pouco desorientados com o impacto daquele toque.

Começamos a sentir um desconforto cada vez maior. Aquilo em que acreditámos e que nos levou a fazer um certo caminho, que sempre nos trouxe segurança. Adormeceu-nos. 

Adormeceu-nos para aquilo que verdadeiramente importa, o que somos e em quem nos tornamos, e não o que temos.

Como o caminho que escolhemos é o mais seguro e previsível, não o abandonamos imediatamente.
Nessa altura o desconforto aumenta. Aumenta de intensidade e em períodos cada vez maiores.

Começamos a questionar aquela simples e breve mensagem “Acorda. Não é por ai!” e todo o caminho que fizemos até essa altura.

Queremos uma resposta lógica e imediata para a questão: “Se não é por aqui, é por onde?
Insistimos na procura da resposta a esta questão, mas a verdade é que ainda não acordámos, estamos ainda adormecidos no sono profundo em que vivemos.

Nesse instante, o desconforto de tão intenso e sistemático, vira dor. Uma dor interior tão intensa, que por mais distracções que inventemos, como sempre fizemos, não só não desaparece como se começa a tornar insuportável.

Nesse momento deixamos de questionar a mensagem. É por demais evidente que a dor que nos acordou já nos trouxe a resposta mais importante, “Não é por aí!”.

Quando soubermos ouvir esta mensagem e pararmos de resistir, a dor que dói e nos acorda, levar-nos-à à dor que muda e nos transforma.

“Acorda. Não é por ai!”

Desapega-te do que era. Isso é o que te permitirá ires para além dos muros que criaste para ti mesmo.

 

O verdadeiro propósito da vida não é acerca de nós, mas de todos aqueles que se cruzam no nosso caminho e que impactamos com a nossa presença, com a nossa mensagem, na forma e no conteúdo.


 

É tudo uma questão de tempo.

Não no teu tempo, esse não existe, mas no tempo que for necessário para que a semente germine, cresça e se transforme…

Para sempre e para que nunca mais adormeças!

 

 

Fábio Alexandre Costa

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