Motivação – Porque fazemos o que fazemos!

Motivação – Porque fazemos o que fazemos!

Já paraste para pensar no que é que teria de acontecer no teu dia para te sentires realizado e com motivação?

 

 

A motivação surge de um objectivo concreto, de algo que tu realizas com uma intenção clara e forte.

 

Essa intenção que tu conscientemente deves criar, vai ao encontro das tuas necessidades humanas. A motivação é um motivo para a acção.

 

A desmotivação, surge quando há objectivos que não te estimulam e, esses objectivos, já não estão conscientes.

 

Os nossos objectivos devem ser formulados para que correspondam ás nossas necessidades básicas.

 

Para decidires, deves perceber quais das seis principais necessidades humanas são mais importantes para ti.

 

Elas dividem-se em dois grupos, as necessidades ao nível da personalidade e as necessidades ao nível espiritual:

 

As primeiras quatro necessidades, são aquelas a que chamamos, necessidades da personalidade. Todos nós encontramos maneiras de as satisfazer, seja através de muito trabalho, criar um grande desafio ou problema, de aquisições, etc.

 

As duas últimas, estão ligadas ao nosso nível espiritual. São mais raras, nem todas as pessoas as procuram e mesmo as que as procuram, nem sempre as conseguem realizar. Quando estas necessidades espirituais são correspondidas, sentimo-nos verdadeiramente preenchidos.

 

 

Ao nível da Personalidade

 

 

Gostamos de nos sentir no controlo, de ter certezas, o que nos gera conforto e saber com o que podemos contar para nos sentirmos em segurança. É a necessidade de conforto básico, a necessidade de evitar a dor e o stress e também de criar prazer. A nossa necessidade de certeza é um mecanismo de sobrevivência. Vai-nos dizer o nível de risco que estamos dispostos a correr nos nossos empregos, investimentos e relações. Quanto maior a necessidade de certeza, menor o risco que estamos dispostos a correr.

Necessidade de incerteza/variedade. Gostas de desafios? Se respondeste que sim, posso-te dizer que apenas gostas dos desafios que realmente queres. Aqueles que não queres, chamas-lhes problemas. Mesmo assim, necessitas deles para te sentir viva, os problemas e a pressão motivam-te. Não sentes que estás a crescer, a evoluir, se não tiveres algo que te puxe para trás novamente.

 

Estas primeiras duas necessidades, certeza e variedade, trabalham em conjunto, como forma de compensação. Se por exemplo estás a viver um momento de tédio por uma excessiva necessidade de conforto, poderás querer compensar na procura mais de acção e aventura.

 

Todos necessitamos de nos sentirmos importantes, especiais, únicos e desejados, de ter significado e de reconhecimento. Então, como é que alguns de nós conseguem sentir essa necessidade de significado? Pode ser por ter dinheiro, por ter um curso superior, por ter diversos seguidores nas redes sociais, por resolver os problemas de alguém, por ser mais espiritual, etc. Pode, inclusivamente, por ser uma pessoa com grandes posses financeiras e que conduz um carro com trinta anos. Tudo aquilo que nos faz sentir únicos e especiais.

 

 

O amor, é o oxigénio da vida, é aquilo que mais desejamos. Quando amamos e nos sentimos amados, sentimo-nos vivos, mas quando o perdemos, a dor torna-se tão grande que a maioria das pessoas, soluciona essa dor através da conexão.

Sentes essa conexão ou amor através da intimidade, amizade, caminhadas na natureza, ajudar um amigo, ou inclusivamente através da oração. Se nada disto resultar, podemos sempre ter um animal de estimação.

 

Significado e, amor e conexão, são necessidade paradoxas. Se procuras excessivamente significado e reconhecimento poderás não te sentires ligada intimamente, o que te afasta do amor e conexão.

 

 

Ao nível da Espiritualidade:

 

Se não estamos em crescimento, estamos em regressão, não há ponto morto. Se não crescemos na nossa relação, no nosso emprego, independente do dinheiro que temos, da quantidade de amigos que temos ou das pessoas que nos amam, não experienciamos o sentimento de preenchimento. A razão do crescimento está relacionada com o valor que percecionamos de nós próprios.

 Para quem sente a necessidade de contribuição, o segredo da vida está em dar. Ao dar, criamos um significado. O significado, ao contrário do valor que lhe damos na nossa personalidade, não tem a ver com o que temos, mas com aquilo que damos.

 

Como é que o dinheiro consegue preencher as seis necessidades básicas? Dá-nos certeza? Sim! Dá-nos variedade? Sim! Também nos faz sentir importantes e reconhecidos. E acerca do amor e conexão? Dificilmente, pois dá-nos uma falsa sensação de conexão porque atrai relações, muitas vezes, que não nos preenchem. E crescimento? Também, ele pode potenciar a nossa aprendizagem e negócios.

 

No entanto, se valorizamos muito o reconhecimento, o dinheiro apenas aumenta a sensação de vazio interior. O verdadeiro significado na vida não vem de factores externos, mas internos. Vem da sensação de autoestima e daquilo que damos verdadeiramente sem estar á espera de receber.

 

 

Quando perceberes quais as tuas necessidades mais importantes, darás a ordem certa a cada uma das partes que operam na tua mente, pedindo com bastante clareza que informação queres que eles te tragam e como a irás utilizar.

 

Os teus objectivos devem ser definidos consoante as tuas necessidades básicas. Normalmente, temos duas ou três necessidades que tentamos a todo o custo ter presentes na nossa vida. Quando perceberes quais são as tuas, defines com mais clareza e assertividade os teus objectivos e com isso, ganhas mais motivação.

 

Quais são as tuas duas necessidades básicas?

 

 

Fábio Alexandre Costa

 

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