A borboleta e o vidro

A borboleta e o vidro

Estava sentada numa sala de um hotel, um lugar tranquilo rodeado de flores.

 

Estava a ver uma luta desesperada entre a vida e a morte, com uma borboleta que gastava as suas ultimas energias a tentar voar para fora da sala: tentava inutilmente voar através do vidro da janela.

 

É triste contar a comovente história da estratégia da borboleta:

Ela insiste, mas não funciona, pois, os seus esforços desesperados não oferecem esperança alguma para a sua sobrevivência. Ironicamente, a luta é parte da armadilha. É impossível para a borboleta, mesmo tentando arduamente, conseguir ter sucesso, ou seja, partir o vidro. No entanto, apostou a sua vida para alcançar o seu objetivo através da determinação de um esforço errado.

Esta borboleta está condenada. Ela vai morrer no peitoril da janela. Do outro lado da sala, a alguns metros, existe uma porta aberta. Dez segundos de tempo de voo e esta pequena criatura poderia alcançar o mundo exterior que tanto procura.

Com apenas um pequeno esforço, que agora está a ser desperdiçado, poderia estar livre desta armadilha que ela mesma criou. A possibilidade da descoberta está lá. Seria tão fácil.

Porque não tentar voar com uma outra abordagem, algo radicalmente diferente? Como é que ela ficou tão obstinada com a ideia de que este trajeto específico oferece a melhor oportunidade para o sucesso?

Que lógica há em continuar até à morte a procurar uma solução para o meu problema?

Sem dúvida, esta abordagem faz sentido. Mas, lamentavelmente, é uma ideia que vai matá-la.

Tentar a coisa mais difícil não é, necessariamente, a solução mais eficaz.

Esta visão não oferece qualquer promessa real de conseguir o que se quer da vida. Às vezes, na verdade, é uma grande parte do problema. Se apostas todas as tuas esperanças numa única alternativa, podes matar as tuas chances de sucesso.

Autor Desconhecido

 

Por vezes traçamos objetivos tão longínquos que, a determinada altura, já nos esquecemos da estratégia que traçámos para alcança-los, se é que tínhamos estratégia.

Um objetivo é composto por um conjunto de metas que traçamos para alcançar algo que nos preencha, seja no campo pessoal ou profissional.

Neste caminho, temos que lidar com muitas emoções, algumas delas negativas, que nos podem travar ou atrasar. A frustração e desilusão são dois estados de espírito que estão presentes no nosso caminho. Ambas, têm um motivo ou um propósito, estratégia.

Quando estas sensações chegam, por norma, temos três hipóteses, mudamos a estratégia, alteramos o objetivo ou continuamos a fazer tudo da mesma forma.

Esta metáfora que te trago hoje, explica como a terceira hipótese é a única opção que não deves tomar. Não alterar nada quando as evidências te dizem que dessa forma não dá, é muito mais do que desistir do objetivo, é desistires de ti.

Lembra-te, a palavra emoção deriva do latim emovere, onde o “e” significa fora e, “movere”, movimento.

 

Fábio Costa

 

 

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