A Auto-Imagem

Nem sempre aquilo que vemos corresponde à realidade, nem sempre aquilo que idealizamos acontece exatamente da maneira que pretendemos e isso condiciona a auto-imagem.

 

 

Será que conseguimos distinguir perceção de importância?

 

 

A perceção atua como um juízo, como uma forma que temos de ver e entender. Esse juízo pode variar várias vezes durante o dia. Temos o Eu individual, o Eu social, o Eu profissional. Aqui assume particular relevância a importância que te dás em determinado papel da tua vida, ou seja, o valor.

 

Este desalinhamento entre a perceção e importância, entre o Eu individual, social e profissional, remete para um conceito de Auto-imagem.

 

Que auto-imagem tens de ti nos diversos papeis da tua vida?

 

A nossa auto-imagem começa a ser construída na infância, mas mesmo na idade adulta, continua a ser um conceito dinâmico, principalmente, a auto-imagem potencial, ou seja, a imagem que tens de ti no futuro.

 

Como te sentes quando sais do trabalho para ir para casa? Como estão as tuas emoções quando sais de casa para mais um dia de trabalho?

 

A imagem que tens de ti como profissional pode ser bastante elevada, mas, na parte social e individual ser precisamente o contrário.

A auto-imagem está ligada ao auto-conceito. O auto-conceito é o produto entre o êxito percebido e as tuas pretensões. Todas as pessoas desenvolvem um auto-conceito, que serve para manter o teu ajuste com o mundo exterior, ou seja, por meio da interação social, crias imagens de ti mesma que te podem causar dúvidas/sofrimento.

 

Quando acontece esse desequilíbrio nas várias vertentes da tua vida, desenvolves mecanismo de compensação, que, muitas vezes, te afastam de ti e consequentemente dos outros. Desajustes alimentares, comportamentos de compulsão com prazer imediato, irritabilidade, foco excessivo no trabalho, falta de compreensão, etc…

 

É muito importante perceberes, tomares conhecimento da tua personalidade, só assim vais entender as tuas limitações, os teus pontos de stress e permitir o teu crescimento.

 

Precisas respeitar as tuas emoções, validá-las,  dar-te o direito de sentir o que sentes e administrar estas emoções para que elas não sejam prejudiciais aos teus objetivos e resultados.

 

Sabes quais os teus “gatilhos” de stress? O que te leva à tua desestabilização?

 

Vou-te levantar o espelho, olha para ele, talvez te identifiques em alguns deles: Seres incorreto; Falta de conexão, de equilíbrio, de energia e segurança em decisões importantes; opções, de força/energia, harmonia.

 

Estas causas podem-te levar a adotar comportamentos de desequilíbrio, afastar-te da tua essência, limitar o teu crescimento pessoal e profissional. Se conseguires identificar pelo menos um deles, então, já é um passo para validares de uma forma mais exata a tua auto-imagem.

 

Sabes que esses “gatilhos”, ou melhor, essas causas, te levam a comportamentos padrão da tua personalidade?

 

Vou voltar a levantar o espelho:

Temperamental e irracional; Agressivo e dominador; Apático e desinteressado; Apegados e envolvidos; Hiperativos e dispersos; Competitivos e arrogantes; Perfeccionista e critico; Reservado e inseguro; Ansioso e preocupado.

 

Quando olhamos de forma consciente para nosso corpo, podemos perceber a importância dessas emoções e o quanto estão diretamente relacionadas ao corpo e às formas que adquire.

 

Ao olhar para ti de uma forma mais racional, amplias o reconhecimento de como organizas o teu próprio padrão, e onde estão as disfunções que não te são saudáveis e não contribuem para tua qualidade de vida.

 

A ampliação da consciência de ti mesmos e das pessoas que te rodeiam, permite procurar novas maneiras te expressares, respondendo mais aos teus anseios e menos aos desejos relacionados ao padrão de comportamento.

 

Ao mudar os mecanismos internos da tua mente, mudas os aspetos externos de tua vida.

Fábio Costa

 

 

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