Os 6 Ciclos de Crescimento

Alguns de nós somos “acordados” pelas duras circunstâncias que a vida nos coloca à frente, sofremos tanto que acordamos, e quando isso acontece, entramos na fase dos 6 ciclos de crescimento.

 

Foram efeitos, de causas que muitas vezes achamos que conhecemos, mas em muitos casos, a verdadeira causa está num passado mais distante, e não num passado recente.

 

Nesses momentos, não nos ocorre que há, e podemos escolher outros caminhos.

 

Quando não conseguimos por nós, há certos acontecimentos que nos obrigam a ir para além do não quero, do não consigo, do não posso.

 

São acontecimentos que nos obrigam a pensar menos e a agir mais.

 

A vida e o universo estão em constante movimento. Quando não acompanhamos este ciclo, a vida coloca-nos certos acontecimentos no nosso caminho para que possamos acordar e retomar o movimento.

 

Todos os dissabores que a vida nos traz servem para percebermos o que não podemos continuar a fazer, surgem, porque estagnámos. Este é o primeiro sinal de que algo estará para mudar e que dará início a um novo ciclo de crescimento.

 

Os ciclos de crescimento passam por seis fases.

 

Levamos a vida da forma mais fácil que podemos. Noventa e cinco por cento da nossa vida é levada ao nível do subconsciente, onde estão as nossas tarefas e comportamentos automatizados. Grande parte dos pensamentos que vamos ter hoje, são iguais aos que tivemos ontem e aos do dia anterior.

 

Os pensamentos influenciam os nossos sentimentos. São os nossos sentimentos que nos fazem agir de uma determinada forma. Quando os nossos comportamentos começam a ser repetitivos, entramos num ciclo de estagnação constante.

 

 

A estagnação – Durante muitos anos senti-me estagnado na minha profissão. Por mais que o meu ordenado fosse bom, a alegria de ir trabalhar desapareceu. Não me sentia a crescer, tinha entrado numa rotina confortável, mas destrutiva para a minha evolução.

 

A desorientação – A minha performance e os resultados que estava a entregar às administrações não eram de todo satisfatórios com o meu potencial e para aquilo a que me tinha proposto. A mesma metodologia de gestão que sempre aplicava, deixara de funcionar. Ao fim de dois anos, despedi-me e decidi fazer uma reflexão sobre o que realmente queira.

As nossas escolhas e opções inconscientes levam-nos a repetir os mesmos erros. Mais cedo ou mais tarde, a vida vai colocar-nos um acontecimento em que somos obrigados a enfrentar a consequência dessas escolhas.

 

Complexidade – Não conseguia resolver o enigma que tinha criado na minha vida, na minha motivação e que me tirava a coragem e a criatividade que sempre tive. Surgiam-me questões para as quais não tinha resposta. O que é que eu sabia fazer para além de dirigir hotéis? Se já não queria mais continuar nesta área, que era a única que conhecia, o que iria fazer agora?

Chamamos complexidade a tudo aquilo para o qual não temos uma reposta imediata e que é importante para nós. A quantidade, intensidade e duração dos pensamentos que temos acerca das perguntas às quais não conseguimos responder, vai determinar o grau de complexidade que vivemos.

 

Caos – Os valores pelos quais vivia, sucesso, performance, resultados, reconhecimento e poder deixaram de fazer sentido. A tranquilidade que agora tinha trazia-me também um sentido de irresponsabilidade de estar a fugir a compromissos. A sensação de conquista de depender apenas de mim trazia-me também algum medo acerca do futuro. A inversão de valores na minha vida, trouxeram-me novos comportamentos com os quais ainda não estava familiarizado.

Os valores que comandam a nossa vida, são responsáveis pelos nossos comportamentos. São como uma bússola que direcciona e valida a direcção das nossas escolhas. Quando iniciamos um novo ciclo, significa que os nossos valores se alteraram. Os comportamentos automatizados e as escolhas que fazíamos deixam de ser válidas e isso faz-nos perder temporariamente a sensação de controlo.

 

Adaptação – Há medida que fui conhecendo quais os valores mais importantes nesta fase da minha vida, comecei a procurar novas formas de os validar. Um dos valores mais importantes para mim é a contribuição. De que forma poderia satisfazer esse valor? Comecei a aprofundar o meu estudo sobre a mente humana e a espiritualidade. Desenvolvi programas de desenvolvimento pessoal para ajudar pessoas a terem mais confiança, determinação, paz e equilíbrio emocional.

Adaptarmo-nos é sermos flexíveis à realidade que temos à nossa frente. Aceitarmos o que está a acontecer em vez de resistir é fundamental para a nossa adaptação. É explorarmos o número de caminhos potenciais que temos à nossa disposição entre o sítio onde estamos e aquele para onde queremos ir.

 

Crescimento – Sinto-me cada vez mais realizado a fazer o que faço. Deixo que a minha intuição me guie nas decisões mais importantes, ao mesmo tempo que ajudo outras pessoas a desenvolver a sua intuição e a obterem as respostas mais importantes que procuram. Defino o meu sucesso por aspectos que dependam de mim, não por aquilo que obtenho externamente, mas pelo meu crescimento e aprendizagem face ao dia de ontem. Escolho os meus objectivos pelo prazer que irei ter ao longo do caminho, não pelo final do processo. Aprendi que todas situações acontecem porque são para o nosso crescimento, e isso permite-me viver em aceitação, contrariamente ao que fazia antes, vivia em reacção e negação, tentando manipular os acontecimentos exteriores para que assim tivesse, o que hoje percebo, uma falsa sensação de controlo. Percebi, acima de tudo e o mais importante, a respeitar aquilo que não quero.

 

Tudo o que nos acontece serve para o crescimento da nossa alma. Quando mais tivermos a aprender e quanto maior for a nossa resistência, mais frequentes, duradouros e intensos vão ser os momentos de desequilíbrio na nossa vida. Nada acontece por acaso, existe sempre um propósito nos acontecimento com os quais nos deparamos.

 

O universo dá-nos sempre duas hipóteses. Ou aprendes! Ou aprendes! Tu escolhes.

 

Deixa-me a tua opinião acerca destas seis fases que definem um ciclo de crescimento. Fazem sentido para ti?

Qual foi a maior aprendizagem que tiveste na tua vida?

 

Fábio Costa

2 Comments
  • Carla Sofia Pereira Marques
    Posted at 10:39h, 24 Abril Responder

    Sem dúvida estou no grau de complexidade, ainda não sei qual o meu propósito de vida e o que fazia com tanto gosto, neste momento, é me negado pelas circunstâncias. Ao tentar reinventar o meu trabalho percebo que estou sem motivação para tal. Que mais posso eu fazer para além do que sempre e apenas fiz?
    Criei objectivos futuros para me dar alento, escrevi mantras, ouço meditações guiadas, no entanto ainda não tive nenhum insight.

    • Fabio Costa
      Posted at 22:39h, 25 Abril Responder

      Carla. Confia que vai correr tudo bem. O insight chegará quando tiver de chegar. Não medites nem escrevas mantras à espera de alguma coisa. Não tentes manipular o universo. Se o fizeres, continuarás a ter mais do mesmo.
      O que fazias, da forma que fazias nestes últimos tempos, estava a dar-te prazer?

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